A região do Tâmega e Sousa registava, no Censos 2021, mais de 400 mil habitantes, identificando-se nos últimos anos uma tendência de aumento da população residente.
Apesar de ser contígua à Área Metropolitana do Porto e de ter concelhos fortemente industrializados, padece de sérios problemas sociais, muito decorrentes dos baixos salários, da escassez de ser serviços públicos, de uma rede de apoio social altamente debilitada e de sérios problemas de acessibilidades e mobilidade.
A construção de uma nova ponte sobre o rio Tâmega, a ligar as margens das freguesias de Fridão e Chapa, do mesmo concelho, traria às populações importantes avanços na sua mobilidade, designadamente para acesso ao trabalho e aos serviços públicos, nomeadamente ao Hospital de Amarante.
A atual ligação onera as populações num percurso de cerca de 30 km, que seria reduzido para cerca de quatro com a construção de uma ponte rodoviária, poupado tempo e custos financeiros e cumpria-se o direito à mobilidade.
Para além da ligação intra-concelhia, concretizaria também a ligação mais célere ao concelho vizinho, Celorico de Basto, com o qual as populações mantêm relações sociais, culturais, de trabalho e familiares.
Face ao exposto, ao abrigo da alínea d) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e nos termos e para os efeitos do 229.º do Regimento da Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do PCP solicita ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e Habitação, os seguintes esclarecimentos:
1. Conhece o governo esta situação?
2. Admite corresponder a esta reivindicação da população?