Senhor Presidente, ao contrário do que diz o PPE, as preocupações dos trabalhadores e dos povos ficam à porta desta reunião do Conselho Europeu, mas em nome desses povos serão tomadas decisões contra os seus interesses. Habitação, combate à pobreza, aumento de salários e elevação das condições de vida, apoio aos setores produtivos e aos pequenos produtores; nada disto estará na agenda.
Os preços da energia e dos combustíveis penalizam os povos com o aumento do custo de vida. Do Conselho Europeu, nem uma palavra de condenação da agressão dos Estados Unidos ao Irão que provocou essa situação, nem uma medida para travar as multinacionais da energia que se aproveitam dela para acumular lucros.
O aumento das taxas de juro decidido pelo BCE aumenta o custo de vida dos povos e multiplica os lucros da banca. O Conselho Europeu não vê nisso assunto a discutir, mas não faltam medidas para favorecer as multinacionais e os grupos económicos, para perseguir migrantes, para prolongar a guerra na Ucrânia e insistir na confrontação com a Rússia. Falam de Gaza e do Líbano, sem beliscar Israel, como se isso permitisse pôr fim ao genocídio do povo palestiniano e travar a agressão ao Líbano.







