Senhora Presidente, Senhor Comissário Costas Kadis, é preciso atuar em duas dimensões: por um lado, combater a toxicodependência, fazendo desaparecer o negócio lucrativo do narcotráfico; por outro lado, combater o tráfico de droga e as redes criminosas que nele florescem.
Em ambas as dimensões, o papel dos Estados é determinante. Para vencer este combate, precisamos de políticas eficazes de combate à toxicodependência, serviços públicos de saúde e inserção social robustos, de investimento público no tratamento e reabilitação dos consumidores.
Precisamos também adequadas e de investimento nas forças e serviços de segurança nacionais, incluindo nas alfândegas, melhorando as condições de trabalho dos seus profissionais e reforçando a sua capacidade operacional.
Ao mesmo tempo, precisamos de nos libertar das imposições da UE sobre os orçamentos nacionais que condicionam o investimento público, que é essencial para todos estes objetivos.
E não podemos permitir que o combate ao narcotráfico seja o pretexto para a militarização, para justificar medidas de vigilância indiscriminada sobre os cidadãos, ou para propagandear suspeitas e preconceitos de natureza racista e xenófoba, como infelizmente acabámos de ouvir nas últimas intervenções feitas pela extrema‑direita.







