A Comissão Europeia impôs um processo de reestruturação da TAP que implicou a redução da sua actividade, restrições ao número de aviões e trabalhadores, e a venda ao desbarato de sectores estratégicos da companhia a multinacionais.
Este processo de concentração monopolista à escala europeia, promovido pela Comissão Europeia, procura levar o mais longe possível a entrega de instrumentos estratégicos para a soberania e o desenvolvimento dos Estados-Membros ao grande capital europeu, em prejuízo dos interesses dos povos.
Neste momento, o governo português anunciou a venda de uma parte do capital da TAP à Lufthansa, com um acordo parassocial que entregará ao accionista minoritário o efectivo controlo da empresa.
Em situações similares, temos assistido ao surgimento de imposições – feitas por quem impõe a concentração, mas depois preocupa-se com a concorrência – que implicaram a redução das companhias adquiridas, em aviões, trabalhadores, slots ou destinos. Foi, por exemplo, o caso da ITA Airways, da Swissair e da Austrian Airlines.
Pelo exposto perguntamos:
1. Pode a TAP vir a ser vítima de um processo similar, a partir das instituições europeias, de imposição da redução da sua actividade/dimensão na sequência da sua venda à Lufthansa?




