Depois de o Ministro da Educação, Ciência e Inovação ter descartado as suas responsabilidades, como se o caos nos exames não fosse um problema do seu Ministério e do Governo, a situação está longe de estar resolvida.
Entretanto o Governo decidiu adiar, já por duas vezes o calendário para a avaliação dos exames, a publicação dos resultados e a data dos exames da 2.ª fase, mas nem mesmo assim há garantias que seja exequível, considerando os constrangimentos que se continuam a verificar.
Há exames ainda por distribuir, exames distribuídos a professores aposentados ou a professores de outras disciplinas, há exames que estão incompletos, há trabalho de avaliação que não consta, entre outros problemas, a que acresce o facto de nesta segunda-feira a plataforma ter ficado inacessível.
A indisponibilidade da plataforma para a avaliação dos exames, significa para já, praticamente um dia perdido, do prazo alargado. Tudo isto coloca uma enorme pressão sobre os professores, quando estes, assim como os estudantes e as famílias, não têm nenhuma responsabilidade no que está a acontecer.
Tudo isto é o resultado das opções políticas de um Governo que decidiu proceder à alteração das unidades orgânicas do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, depauperando ainda mais as suas capacidades e de ter decidido avançar para a digitalização sem estarem reunidas as condições, como se vê.
Os exames nacionais são um dos requisitos, com um peso determinante, para o acesso ao ensino superior, por isso, esta situação gera uma enorme ansiedade junto dos estudantes e uma grande preocupação das famílias. Este é um momento muito relevante na vida dos estudantes que estão a concluir o ensino secundário e que pretendem candidatar-se ao ensino superior, que se prepararam para os exames e que estão a ser confrontados com um processo que não garante a necessária confiança, nem credibilidade no processo de avaliação dos exames.
Esta situação tem também impacto nas famílias e nos professores que organizaram o seu período de férias em função do calendário definido.
A prioridade neste momento é a de garantir que nenhum estudante seja prejudicado na sua avaliação, percurso educativo, incluindo acesso ao ensino superior. Deste modo, o PCP considera que cabe ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação e ao Governo a assunção de responsabilidades e a adoção de todas as medidas necessárias para a resolução rápida do problema, assegurando que todos os estudantes vêm as suas justas expectativas correspondidas.
Deste modo, o PCP requer a audição potestativa do Ministro da Educação, Ciência e Inovação na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência com carácter de urgência para prestar os esclarecimentos sobre quais as medidas que serão adotadas para que se garanta que nenhum estudante fique prejudicado fase aos problemas verificados na época dos exames nacionais.