Pergunta ao Governo N.º 257/XVII/2.ª

O risco de novas restrições à rede e operação da TAP, em caso de integração na Lufthansa

Destinatário: Ministro das Infraestruturas e Habitação 

O Ministro das Infraestruturas reconheceu que existe, tal como o PCP denunciou há meses, o risco de que a Comissão Europeia venha a impor novas restrições à TAP na decisão de aceitação do processo de compra desta pela Lufthansa. No entanto, naturalmente que se recusou a explicitar quais esses riscos são. E aquilo que o Governo sabe e esconde é porque não interessa à sua propaganda revelar. 

Mas é uma evidência de que tais riscos podem passar por novas imposições de perdas de slots ou sobre a dimensão da frota. 

Recordamos que a TAP já foi obrigada a entregar slots para poder ser capitalizada pelo seu detentor, já esteve proibida de operar novos aviões até vender às multinacionais a SPDH e a Cateringor, naquilo a que alguns insistem em chamar «as ajudas à TAP». 

É inaceitável que o Governo pretenda esconder implicações deste processo por motivos táticos, ocultando o que não convém que se saiba, em nome de uma gestão de agenda mediática para impor um discurso oficial em defesa da privatização da TAP. 

Assim, e ao abrigo da alínea e) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa, e nos termos e para os efeitos do artigo 229.º do Regimento da Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do PCP pergunta o seguinte: 

  1. Quais são os riscos da avaliação pela Comissão Europeia ao processo de compra da TAP pela Lufthansa, que o Governo reconhece, e que foram «antecipados e previstos» no atual processo de privatização da TAP, como referiu o Ministro das Infraestruturas? 
  2. Incluem esses riscos a possibilidade de novas imposições de cortes de slots, de novas restrições ao número de aviões? Que está previsto para essa eventualidade?
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