A propósito desta discussão, há três aspetos que importa ter presente.
O primeiro aspeto é sobre a saúde pública. A estrutura de saúde pública no nosso País tem sido progressivamente depauperada. A Direção Geral de Saúde está em processo de desmantelamento e de enfraquecimento contínuo. Os meios e recursos quer da Direção Geral de Saúde, quer das unidades locais de saúde são insuficientes. A Saúde Pública vai sendo cada vez mais reduzida a funções sanitárias abandonando designadamente as importantes funções de promoção da saúde e de prevenção da doença.
A promoção da saúde e a prevenção da doença têm sido sucessivamente desvalorizadas, com sério prejuízo para a população. E isso não é um acaso, é porque para os grupos económicos privados não é a saúde, mas sim a doença que lhes permite obter lucros.
O segundo aspeto, a vacinação. A vacinação da população é extremamente importante. Para além da proteção individual, tem também um impacto coletivo, permitindo proteger a comunidade. Foi a elevada cobertura vacinal da população que levou à erradicação de doenças em Portugal.
Por outro lado, as vacinas obrigatórias e/ou recomendadas diferem de País para país. Cada País deve tomar a sua decisão em função da sua situação epidemiológica.
Há muito que seguradoras e a indústria farmacêutica pretende ter acesso a dados de saúde, altamente sensíveis. Por isso o terceiro aspeto, a proteção dos dados em saúde dos utentes.
Decorre uma investigação da Procuradoria Europeia sobre o chamado «Pfizergate», que envolve Von der Leyen, numa negociação direta com a Pfizer para a aquisição de vacinas, podendo estar em presença a existência de promiscuidade.
Portanto, é o interesse público que tem de prevalecer sempre e não os interesses da indústria farmacêutica, cujo objetivo é tão somente maximização do lucro.



