O Estatuto do Antigo Combatente já prevê a gratuitidade dos transportes para estes e para as respetivas viúvas. É a forma como o sistema de transportes públicos está construído, liberalizado pela mão do PSD, CDS e PS, com o apoio do Chega e da IL, e a falta de vontade governativa para resolver a situação, que impede o cumprimento dos direitos dos antigos combatentes. O Texto Final agora aprovado com a abstenção do PCP não aborda ou propõe resolver este problema de fundo.
A resolução deveria ser simples: acesso gratuito aos transportes pelos antigos combatentes mediante a apresentação do seu cartão. O impacto económico desta medida é absolutamente suportável. Mas o sector de transportes liberalizado não funciona assim e o Texto Final aprovado insiste no modelo passe e no financiamento prévio das empresas privadas de transportes.
O PCP reafirma que os Antigos Combatentes precisam e têm direito a transportes gratuitos, respostas atempadas nas próteses e apoio médico, complemento vitalício de pensão, no montante de 50 euros mensais, e uma pensão mínima de dignidade, que vise garantir faseadamente que nenhum Antigo Combatente auferisse pensão inferior ao salário mínimo nacional.

