A candidatura de António Filipe a Presidente da República confirmou-se como a candidatura de esquerda e de dimensão patriótica, necessária e insubstituível.
A candidatura que afirmou como questão central o trabalho e os direitos dos trabalhadores. Que rejeitou a submissão do País ao poder económico. Que afirmou a soberania e a independência nacionais. Que defendeu a paz e rejeitou o militarismo e a guerra. Que deu continuidade ao legado de luta em prol das liberdades e direitos democráticos e contra o fascismo.
A candidatura que claramente protagonizou a garantia do pleno cumprimento da Constituição da República e da defesa e promoção dos valores de Abril.
A candidatura de António Filipe confirmou-se como o espaço de convergência de democratas e patriotas que, não cedendo às manobras de chantagem e de promoção do medo, não prescindiram de expressar a exigência da rejeição do actual rumo do País e da mudança de que Portugal precisa.
António Filipe, como nenhum outro candidato, denunciou os reais objectivos de candidaturas com forte pendor antidemocrático e subversivo da Constituição, assim como o comprometimento de outras candidaturas que se caracterizaram pela convergência em aspectos essenciais da política de direita.
Uma candidatura que, com clareza, serenidade, convicção, coragem e confiança, deu uma contribuição singular para centrar o debate político no que verdadeiramente se encontrava em causa nestas eleições, o exercício dos poderes presidenciais e o que de substancial este poderia constituir na necessária ruptura e mudança que a vida do País exige.
O resultado obtido por António Filipe fica aquém do valor de uma candidatura que é portadora do rumo necessário à resposta aos problemas que afectam os trabalhadores, o povo e o País, seja no âmbito destas eleições, seja para lá delas.
Um resultado que foi construído no quadro de uma campanha eleitoral que se caracterizou por um tratamento desigual, de promoção e favorecimento de outras candidaturas, de foco no acessório para ocultar e dissimular o que em questões cruciais da vida nacional une outras candidaturas, de chantagem e condicionamento da opção livre do voto.
A passagem à segunda volta de António José Seguro e de André Ventura configura um quadro em que do desfecho destas eleições não é possível garantir o afastamento do exercício das funções presidenciais uma clara identificação com a política de direita e do que ela representa de apoio e promoção dos interesses dos grupos económicos.
Face às candidaturas em presença, impõe-se impedir a possibilidade de se vir a instalar como Presidente da República quem, para lá do comprometimento com a política de direita e de partilha com muitas das opções do actual Governo e maioria parlamentar, assume uma agenda ditada por critérios e concepções reaccionárias, retrógradas e anti-democráticas, de questionamento do regime democrático e de ostensiva desvalorização e ataque à Revolução de Abril. Opção que exige o voto contra a candidatura reaccionária de André Ventura que conduz ao voto no candidato António José Seguro.
Gostaria de saudar António Filipe que, de forma convicta e corajosa, protagonizou, a candidatura de esquerda e patriótica, dos valores de Abril e da Constituição que os consagra, a candidatura dos direitos e anseios dos trabalhadores e do povo, de um Portugal com futuro, a candidatura que se impunha.
Gostaria ainda de dirigir uma forte saudação aos militantes do PCP e da JCP, aos membros do PEV e da ID, a todos os democratas e patriotas, a todos os homens, mulheres e jovens, que, pela sua convicta acção e opção, contribuíram para a afirmação da candidatura de António Filipe, dos valores e projecto que a distinguem e tornam imprescindível.
A intensificação da ofensiva do Governo, suportada no apoio de Chega e IL e contando com a cúmplice permissividade do PS, assegurando a colossal acumulação de lucros nos grupos económicos, está a promover o agravamento da exploração, das injustiças, das condições de vida dos trabalhadores e do povo.
A situação do País, os problemas económicos e sociais, a ofensiva do Governo com a sua política de agravamento da exploração e de empobrecimento, exigem o desenvolvimento da luta contra o Pacote Laboral e pela sua retirada, pelo aumento dos salários e pensões, pela melhoria das condições de vida, pela defesa e valorização dos serviços públicos, desde logo do SNS, da Escola Pública, da Segurança Social, pelo direito à habitação, em prol da Paz e da solidariedade.
Saudando e valorizando a luta dos trabalhadores, das populações, da juventude, reafirmamos que podem contar com o PCP na defesa dos direitos, por uma vida melhor, pela ruptura com a política de direita e por uma política patriótica e de esquerda.







