Senhora Presidente, Senhor António Costa, as conclusões da última reunião do Conselho - uma reunião que foi há pouco mais de um mês, mas parece que já foi há uma eternidade - são, de facto, conclusões de uma reunião desligada daquilo que é a realidade que vivem os povos no espaço da União Europeia.
Continuamos a verificar que nem as dificuldades na habitação, nem as dificuldades no acesso à saúde, à educação, à proteção social, nem os problemas da degradação das condições de vida ou do aumento dos preços, nada disso continua a merecer uma preocupação por parte do Conselho Europeu, que continua a relegar para segundo plano os problemas económicos e sociais que marcam a vida dos povos.
Em sentido contrário, vemos o militarismo e a guerra, o Mercosul, as medidas relacionadas com a designada política da competitividade, tudo a apontar no sentido de mais e mais medidas para favorecer as multinacionais e os grupos económicos, em prejuízo das pequenas e médias empresas, em prejuízo do aproveitamento das capacidades produtivas dos países, em prejuízo do desenvolvimento nacional. E, uma vez mais, a insistência em obstáculos a uma solução pacífica, uma solução política para a guerra na Ucrânia, com a União Europeia a insistir no seu prolongamento, com mais 90 mil milhões de EUR destinados a prolongar a guerra.
Essas são opções completamente erradas, Senhor António Costa.






