Senhora Presidente, Senhor Comissário Kubilius, a militarização e a política de confrontação e de guerra são as maiores ameaças que a União Europeia lança sobre o futuro dos povos.
E os relatórios que hoje aqui estamos a discutir representam uma cavalgada mais acelerada e mais intensa nesse caminho de precipício em direção à confrontação e à guerra, menosprezando completamente as consequências que elas têm para os povos.
Fala‑se de mercado europeu de defesa para se referir ao negócio milionário da produção de armamento, negócio ao qual se quer agora entregar novas facilidades e benefícios, além de se lhes entregar mais centenas de milhares de milhões de euros do orçamento da União Europeia. Centenas de milhares de milhões de euros que ficam a faltar na habitação, no investimento nos serviços públicos, no apoio aos setores produtivos, na resposta às necessidades dos povos.
Fala‑se de capacidades militares comuns para garantir que as potências europeias continuam no comando económico e militar da União Europeia.
Fala‑se da Ucrânia para referir o cliente de todo este negócio de morte e destruição.




